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"O lar é o primeiro degrau com que o Todo Misericordioso nos induz a escalar o céu. Tua casa é o teu celeste jardim no mundo. " Meimei e Chico Xavier
Escrito por Marisa de Mello às 13h24
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A MASSACRANTE FELICIDADE DOS OUTROS Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco
Há no ar um certo queixume sem razões muito claras. Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?
Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: "Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento". Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite.
É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são - ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.
Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados. Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores.
"Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo". Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta.
Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores?
Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé?
Não confunda uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.
Martha Medeiros
Escrito por Marisa de Mello às 13h23
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Simplesmente Você Valdemar Augusto Angerami Para a mais linda morena dessa vida... Dizer-te maravilhosa é pleonasmo... dizer-te é linda é reducionismo... dizer da minha admiração por você é perder-se nas limitações da palavra... dizer da tua doçura é falar dos favos de mel que lambuzam os lábios... você é simplesmente você... um suave e meiga Karlinha... Serra da Cantareira, em manhã de primavera de 2009.
Escrito por Marisa de Mello às 12h41
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DICAS:
:: Cultive pensamentos elevados, positivos e fuja, terminantemente, das queixas e condenações
:: Sempre pense, repita e sinta (com todas as emoções) aquilo que você quer para a sua vida
:: Deixe de lado aquilo que você não quer, porque tudo o que você coloca foco se expande (aquilo que quer ou aquilo que não quer)
:: Queira o melhor, visualize o melhor como se já fosse a sua realidade e seja muito grato por isso
:: Se você tem sede de viver melhor, ser feliz e espalhar a sua paz interior para o mundo à sua volta, seja eternamente grato por tudo o que já tem (conte as suas bênçãos)
:: Adote uma postura positiva diante da vida, seja generoso com o mundo e acredite: o Universo adora apoiar quem sabe o que quer
Escrito por Marisa de Mello às 12h40
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Da amiga KIKA
GRUPO VIRTUAL DE ESTUDOS ESPÍRITAS BEZERRA DE MENEZES ESTUDO 06 CONTEXTO HISTÓRICO - Parte 02 DO ILUMINISMO À ETERNIDADE PRECURSORES DO ESPIRITISMO ANTECEDENTES DA CODIFICAÇÃO: Os fenômenos mediúnicos remontam aos primórdios da Humanidade. A faculdade mediúnica, por ser uma faculdade inerente ao espírito, sempre esteve presente, desde o surgimento do primeiro homem encarnado, na face da Terra. A grande diferença é que, na Antiguidade, essas interferências dos espíritos podiam ser consideradas como casos esporádicos, aleatórios que, aconteciam, uma vez que outra, em alguma parte do mundo. Na época em que precederam a Codificação, esses fenômenos passaram a uma frequência muito mais acentuada, quase que caracterizando uma invasão espiritual organizada, com um objetivo perfeitamente determinado: preparar o ambiente para o advento da Terceira Revelação. Segundo a crença espírita, nenhum campo pode oferecer boa plantação se não tiver o solo sido convenientemente preparado e semeado. Assim, muitos foram os espíritos missionários que reencarnaram para favorecer o surgimento do Espiritismo. PRECURSORES DA DOUTRINA: EMMANUEL SWEDENBORG (1668-1772): é considerado um dos pioneiros a anteceder a invasão dos Espíritos no mundo físico e o precursor doutrinário do Espiritismo. Embora suas manifestações mediúnicas sejam consideradas como fatos isolados, sua teologia constituiu-se em uma ante-visão dos princípios básicos da Doutrina. Afirmou sobre a pluralidade dos mundos habitados e a inexistência das penas eternas, além de outros princípios semelhantes aos que seriam codificados, um pouco mais tarde, por Kardec. Segundo Swedenborg, anjos e demônios nada mais eram do que seres humanos que haviam vivido na Terra, cujos Espíritos, respectivamente, eram altamente evoluídos ou simplesmente, retardatários. EDWARD IRVING (1792-1834): Ministro presbiteriano, foi personagem de grande interesse para o Espiritismo. Irving era membro da classe dos trabalhadores braçais escoceses, pregava curas espirituais e o dom de falar línguas estranhas em sua igreja. Esses fenômenos, ocorridos entre 1830 e 1833, traziam indícios de que haviam uma verdadeira força psíquica atuando no mundo material. OS SHAKERS: Nessa mesma época, iniciou-se um desabrochar de fenômenos mediúnicos na comunidade dos Shakers (refugiados religiosos da Inglaterra), nos Estados Unidos. Os fenômenos mediúnicos manifestaram-se em forma de transes coletivos durante sete anos consecutivos. Quando cessaram, os entes manifestantes, que se autodenominaram espíritos e eram de índios Pele Vermelhas - retiraram-se, afirmando que retornariam em breve, e invadiriam o mundo, das choupanas aos palácios. Vale ressaltar que, exatamente quatro anos depois, começaram as batidas em Hydesville. Estudados os fenômenos mediúnicos da Comunidade dos Shakers, chegou-se à conclusão que, os espíritos índios tinham vindo aprender, e não ensinar. Foram, então, doutrinados, exatamente como o teriam sido, em vida. Mas ficou a dúvida: por que os Espíritos mais elevados não cuidavam desse ensino ? E a resposta veio a Conan Doyle: Essa gente está muito mais próxima de vocês do que de nós. Vocês podem alcança-los onde nós não podemos. ANDREW JACKSON DAVIS (1826-1910): Considerado o Profeta da Nova Revelação. Nascido em 1826 e portador de clarividência, escreveu, antes dos 20 anos, um dos livros mais profundos e originais de Filosofia produzidos até então. Assim, passou a ser reconhecido como um canal, através do qual fluía o conhecimento daquele vasto reservatório espiritual. Impressionava o público com suas profecias e chegou a adiantar, antes de 1856, o episódio de Hydesville, além de detalhes sobre o automóvel e a máquina de escrever, que só seriam inventados muito tempo depois. Em seu livro Princípio da Natureza, prevê o aparecimento do Espiritismo como Doutrina e prática mediúnica. Foi a partir daí que se começou a preparar o terreno para o advento e eclosão da Doutrina Espírita. Dentre muitos outros fenômenos que vieram preparar o ambiente para o advento da Doutrina Espírita, podemos mencionar os fenômenos mediúnicos produzidos em 1840, na Alemanha, pelo médium inconsciente Gottlieben Dittus; as belas comunicações espirituais obtidas pela médium sonâmbula Adéle Marginot sob a orientação de Alphonse Cahaganet, que editou, em 1847, Os Arcanos da Vida Futura Revelada; as notáveis comunicações mediúnicas da vidente de Prevost, Fréderiaque Hauffer, registradas pelo Dr. Justinus Kerner, em 1829. Pode-se dizer que o marco inicial da História do Espiritismo foi o fenômeno das Mesas Girantes, na França, paralelos aos fenômenos produzidos a partir de 31 de março de 1848, no Vilarejo de Hydesville, em Rochester, nos Estados Unidos, por intermédio das Irmãs Fox. A FAMÍLIA FOX E OS FENÔMENOS HYDESVILLE: Com a chegada da família Fox, Hydesville, deixaria de ser uma pacata e pequena cidade do interior de Nova York. Em dezembro de 1847, a Família Fox, composta por John Fox, sua esposa Margareth e três filhas, Margareth, Katharine e Ana Leah, mudou-se para Hydesville, indo residir em uma casa de madeira, com fama de mal-assombrada. Na verdade, fenômenos estranhos nunca deixaram de acontecer, mas, em meados de março de 1848, os meros ruídos que pareciam arranhar as paredes da casa, atingiram proporções gigantescas, transformando-se em pancadas, arrastar de móveis e tremor das camas. A família Fox estava pronta para abandonar a casa, quando em 31 de março de 1848, a menina Kate, de 11 anos, decidiu encarar e interrogar as batidas. As respostas vieram quando as batidas, que mais tarde, ficariam conhecidas por raps, respondiam a seus estalos de dedos e palmas, procurando assim, estabelecer um contato entre o mundo visível e o invisível, que desconheciam. A senhora Fox também quis testar a produção das batidas e pediu a quem ali estivesse que desse a idade de todos os seus sete filhos. Fazendo uma pausa entre um e outro filho, através do número de batidas, o ser invisível acertou a idade de todos, inclusive do mais novo, que morrera há três anos. Assim, percebeu-se que aquela era uma resposta inteligente que tão somente a família recém-mudada poderia saber. E o diálogo por intermédio das batidas pôde prosseguir... Essa forma de intercâmbio entre os dois mundos recebeu o nome de tiptologia. Através deste método, a senhora Fox conseguiu descobrir que aquele espírito, como ele próprio se definia, havia vivido na Terra, fora assassinado naquela casa e seu corpo enterrado na parede da adega. Identificou-se como Charles Bryan Rosma, deu detalhes de sua família e prontificou-se a continuar se comunicando através das batidas, para que houvesse outras testemunhas. Assim, além dos curiosos, os fenômenos foram estudados e confirmados por grupos de cientistas. Alguns membros do grupos dos Shakers tomaram conhecimento dos fenômenos mediúnicos e foram visitar as Irmãs Fox, tendo sido amplamente saudados pelas forças invisíveis que diziam ser aqueles fenômenos, resultado do que fora predito aos shakers, quatro anos antes. Poucos dias depois, parte dos ossos de Rosma foram encontrados, exatamente, onde o espírito tinha revelado e, outra parte, 56 anos mais tarde, no jardim, mostrando que os assassinos, receosos de serem descobertos, transferiram sua sepultura, deixando vestígios nos dois locais. A casa de madeira da Família Fox envelheceu e parte dela desmoronou. Em 1916, Benjamin F.Bartlett adquiriu os restos da velha casa e reconstruiu-o na cidade de Lily Dale (NY), na sede da Lily Dale Spiritualist Camp, onde é conservado até hoje, como testemuna do grande acontecimento espiritual de 31 de março de 1848.
Escrito por Marisa de Mello às 12h35
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Da amiga KIKA
Segundo os americanos, essa data ficou conhecida como o dia da fundação do Novo Espiritualismo. Assim, os fenômenos de Hydesville abriram as portas para muitos outros, e Conan Doyle considerou-os como sendo a coisa mais importante que a América deu para o mundo. Estava lançado o ponto de partida para a Doutrina Espírita. AS MESAS GIRANTES COMUNICAR ERA MAIS DO QUE PRECISO: Por volta de 1850, os Espíritos buscaram uma nova forma de se comunicar: através de mesas comuns. No início, elas apenas giravam. Mas isso não bastava. Os Espíritos queriam se comunicar através das mesas. Levantando um dos pés, enquanto se recitava o alfabeto, os espíritos davam uma pancada com ela no chão, sempre que fosse proferida a letra que servisse ao que eles quisessem dizer. O processo era lento, mas eficaz e trouxe excelentes resultados, provando tanto a céticos quanto a curiosos, a realidade da vida além-túmulo. Não demorou muito para que a epidemia atravessasse o Atlântico e atingisse a sociedade francesa, virando moda nos salões de intelectuais, em Paris, como um passatempo interessante. Ninguém, contudo, seria capaz de imaginar que dessa brincadeira de salão, brotaria o impulso inicial para a Codificação do Espiritismo. Comunicar-se era preciso e, para melhorar a comunicação entre o mundo material e o mundo espiritual, outras formas foram sendo criadas. Uma delas era uma cesta com cerca de 15 a 20 centímetros de diâmetro, onde se amarrava um lápis com a ponta para baixo e para fora. Mantida a cesta em equilíbrio, sobre uma folha de papel, o médium encostava o dedo nela e a cesta se colocava em movimento, manipulada pelo espírito que escrevia sobre o papel. Na verdade, tudo isso era uma determinação do Alto, como parte de um grande Projeto Cósmico, com o objetivo de despertar para a imortalidade da alma e para o recebimento do Consolador, prometido por Jesus há muitos séculos, consubstanciado no Espiritismo que logo seria codificado, através de uma série de questionamentos e informações edificantes, capazes de trazer a explicação necessária para o sentido de nossa existência neste Planeta. Os tempos eram chegados ! Estava a caminho a Terceira Revelação.
Elaborado por: Kika FONTES BIBLIOGRÁFICAS: REVISTA ESPIRITISMO CONHECER FANTÁSTICO. Ano 01. n.13 Curso Básico de Espiritismo 1. Ano. Área de Ensino. FESP Federação Espírita do Estado de São Paulo.
Escrito por Marisa de Mello às 12h35
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LUZ, PAZ, AMOR Eri Paiva Quando pela manhã acordo E me vejo diante de um novo dia, De sol resplandecente, chuvoso Ou nublado, não importa, Percebo que estou tendo Uma nova oportunidade, Ou que o bom Deus está me abrindo, Na vida, mais uma porta! E penso comigo Ao olhar o mundo ao meu redor: Cada dia que me é concedido, Assim é para que eu seja melhor! Com o coração feliz, pleno de alegria! Reconheço agradecida ao Deus da Vida: Obrigada, Senhor, Por este novo dia que me dás, Quero vivê-lo na tua Luz, No teu Amor e na tua Paz!
Escrito por Marisa de Mello às 12h33
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FARDOS Quando a ilusão o fizer sentir o peso do próprio sofrimento, como sendo opressivo e injusto, recorde que você não segue sozinho no grande roteiro. Cada qual tolera a carga que lhe pertence.
Existem fardos de todos os tamanhos e feitios.
O poderoso arca com o peso da responsabilidade de decisões que influenciam grandemente o destino alheio.
O sacerdote sofre a tortura de um condutor de almas.
O coração materno angustia-se com a sorte de seus filhos.
O enfermo desamparado carrega as dores de sua indigência.
A criança sem ninguém sofre seu pavor.
Aprenda a entender o serviço e a luta dos semelhantes para não se supor indevidamente vítima ou herói.
No campo das provações, todos são irmãos uns dos outros, mutuamente identificados por semelhantes dificuldades, dores e sonhos.
Suporte com valor o peso de suas obrigações e caminhe.
Do acervo de pedra bruta nasce o ouro puro.
Do cascalho pesado emerge o diamante.
Do fardo que transportamos de boa vontade procedem as lições de que necessitamos para a vida maior.
Talvez você se pergunte qual a carga transportada pelos maus e levianos, que aparentemente passam pela vida isentos de provações.
Provavelmente eles, sob uma falsa aparência de vitória, vivem sob encargos singularmente mais pesados do que os seus.
Impunidade e injustiça são conceitos estranhos às leis divinas.
O céu não é um local físico predeterminado, mas um estado de consciência.
Ele somente é acessível, com seus tesouros de paz e luz, para quem está em harmonia com as leis divinas.
Nada há para invejar de quem ainda nem começou a se recompor com essas leis, por leviandade ou preguiça.
Pior ainda é a situação de quem, pela desdita de praticar o mal, está adquirindo débitos perante a vida.
Se o suor alaga sua fronte e se a lágrima lhe visita o coração, isso é um sinal de que a sua carga já está sendo aliviada.
Quem desempenha corajosamente, sem murmurações, as tarefas que lhe competem está caminhando para a plenitude de sua consciência.
Provas bem suportadas, sem desânimo ou preguiça, convertem-se de forma gradativa em tesouros de entendimento, paz e luz para a ascensão da criatura.
Lembre-se do madeiro injusto que dobrou os ombros doloridos do Cristo.
Sob as vigas duras no lenho infamante jaziam ocultas as asas divinas da ressurreição para a imortalidade.
Deus criou o mundo estruturado por leis perfeitas, belas e justas.
Nesse harmônico concerto, por certo você não foi esquecido.
Sua vida não é regida por acasos.
As provações que o visitam visam a fortificá-lo, lapidá-lo, despi-lo de inferioridades que o infelicitam há longo tempo.
Não imagine, sequer por um momento, que o Pai Amoroso que Jesus nos revelou possa ser cruel.
As provas duram o tempo estritamente necessário para ajudá-lo a adquirir os valores e aprender as lições de que necessita (*).
Reduza sua quota de dores, dedicando-se ao bem com determinação e vigor.
Dê um basta nas reclamações e nos vícios, alegrando-se ao executar as tarefas que a vida lhe confiou.
Fardos e dificuldades não são desgraças, mas desafios a serem vencidos e superados, com otimismo e esperança.
Pense nisso.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo LVI do livro Segue-me!..., do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier. * * * (*) A expiação é o aguilhão que excita a alma pela amargura a voltar-se para si mesma (num processso de autoconhecimento), a ajudá-lo à adquirir os valores e aprender as lições de que necessita no caminho natural da evolução. O objetivo da expiação não é outro senão a reabilitação. (Ver resposta de Paulo, O Apóstolo à questão 1009 in O Livro dos Espíritos, obra codificada por Allan Kardec.) * * * ...E A VIDA CONTINUA Marcial Salaverry ...E a vida continua, essa é a verdade nua e crua... Não podemos parar, se não quisermos para trás ficar, com o que a vida nos traz... Vamos tratar de viver em paz... Se encontramos problemas, não os transformemos em dilemas... Com o calor de uma sincera amizade, tudo se transforma em felicidade... Obstáculos a superar, algo que temos de enfrentar, para nossa vida justificar... Se só tivessemos alegrias, iluminando nossos dias, não daríamos o devido valor ao imenso calor que nos transmite o carinho de uma amizade leal e sincera, sentida com felicidade... ...E a vida continua... Vivamo-la, pois... * * * TROPEÇO Eri Paiva Há, quem a reclamar da vida, Em razão de algum tropeço, Traz a alma ressentida Suspirando um não mereço. Mas nem tudo é maravilha... Felicidade tem seu preço! Tropeçar não é castigo, Como às vezes se nos dá. Pode ser mesmo um perigo A, por bem, nos avisar. E quem avisa é amigo, Mal maior quer evitar! Não se zangue se, algum dia, Tropeços te acontecer... Receba-os com alegria, Mesmo que te façam doer. Tristeza e melancolia, Chororô, muita agonia, Só atrasa o teu viver! Ser feliz vai sempre estar, Em procurar entender, Tropeços que a vida nos dá. Não resolve ficar a sofrer! Aconteceu tem que aceitar; Depois, vai à luta buscar Os meios de resolver! Aceite então ser feliz Com o que é e com o que tem, Com os tropeços que te acontece, Com as coisas boas também. Vá em frente, persiga mais, Busque o melhor, fique em paz, Sem tropeçar em ninguém! Em 22.04.2008 * * * Redação do Momento Espírita
Escrito por Marisa de Mello às 12h31
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FARDOS Clara da Costa "Deus não coloca fardos pesados em ombros fracos." Tem dias em que a alma se sente cansada, abatida, vem o desânimo, a tristeza, a falta de vontade. Esses sentimentos vêm em decorrência dos fardos que temos que carregar. Não devemos tratar os fardos como se eles fossem desgraças e, sim, como desafios a serem vencidos e aprendermos com eles. A saudade,por exemplo, é um pesado fardo que muitos de nós temos que carregar, ou porque perdemos alguém que foi importante em nossa vida, ou porque existe alguém que está distante de nós e muito sentimos a falta de sua presença. Saudade machuca, dói, mas são desafios que temos que enfrentar, assim como todos fardos a nós impostos. Devemos tentar ouvir nosso coração, sentindo Sua presença de infinita bondade, nos entregando a Ele. Nossos fardos serão bem mais leves, se acreditarmos Nele e em Seus ensinamentos que se resumem numa palavra só: AMOR... * * * FARDOS Humberto - Poeta Nos diálogos com Deus, longos ou breves, evita suplicar-Lhe melhor sorte; em vez de fardos cada vez mais leves, pede-Lhe ombros cada vez mais fortes! * * * SÃO COISAS DA VIDA Antonio Cícero da Silva Durante a vida, amamos, e por um tempo vivemos, trabalhamos e proclamamos e falados, sempre seremos. São coisas das nossas vidas todos os diversos assuntos que durante longas lidas, leva o encando a muitos. A vida surge e nos prepara para o dia do amanhã, nos tornando em pessoas crescidas. Surgem as lutas e as provas mas sempre firmes lutando, consecutivamente obtemos vitórias. * * * FARDOS E ASCENSÃO (Marilza de Castro) Nasci e fui criada no espiritualismo cristão; meu pai trabalhava muito para poder sustentar a família, mas a vida dos adultos não era fácil. Eu, criança, não sentia o peso da responsabilidade e nem imaginava as dificuldades de meu pai e minha mãe para terem-me sempre vestida e calçada direitinho, bem alimentada e com a saúde bem cuidada... Enquanto crescia, comecei a perceber que nem tudo para os adultos eram flores: meu pai, muitas vezes, com a sola do sapato já quase inexistente, forrava-o, por dentro, com pedaço de papelão e assim ia trabalhar... mas eu tinha vários sapatinhos cada um de uma cor para quando saía poderem eles estar combinando com a roupa, toda feita de retalhos ganhos por minha mãe de parentes e amigos... Eu tinha sempre roupa nova... Nunca me faltava comida no prato, mas nem sempre minha mãe e meu pai comiam... diziam estar sem fome... Fui para a escola de irmãs, pois meu pai, que me trazia muito presa em casa, sem colegas, dizia que, na escola pública, por não estar eu acostumada com outras crianças ia acabar apanhando e depois não me queria estudando com meninos... Na escola, apesar do uniforme a todas nós igualar, percebi que havia colegas sempre com muito dinheirinho na pasta para comprar guloseimas, mas papai não tinha dinheiro para me dar... Outras meninas tinham menos que eu: às vezes iam com um pé de sapato e o outro enfaixado, calçando chinelo... quando a freira perguntava sobre o machucado, elas diziam que estavam bem, mas que tinham que dividir um par de sapatos com a irmã. Outras, nem tinham material escolar... Foi então que a observação começou-me a despontar a curiosidade: por que uns tinham tanta riqueza e outros pouco ou nada praticamente? Por que uns sofriam tanto e outros viviam alegres e felizes sem dificuldades? Por que umas pessoas eram boas e outras más? Por que umas morriam cedo, deixando filhos para serem criados e outras, sem filhos, sem serem de grande utilidade a outras pessoas, custavam para morrer, acabando bem velhinhas dando trabalho aos outros? Não era muito de expor meus pensamentos, nem fazer perguntas, guardava minhas inquisições para mim mesma, até quando não mais suportasse a curiosidade e o silêncio e então buscasse respostas com meu pai e a tudo ele dizia: - Carma!... É carma... A pessoa cometeu erros em vidas passadas e agora veio pagar pelo que fez... resgatar seus pecados... seu fardo nesta vida torna-se muito pesado... As idéias fervilhavam dentro de minha cabeça: - Que Deus mal, que pune, sem perdão, os que erraram antes, mesmo que estejam regenerados agora... que pune famílias inteiras, inclusive crianças inocentes com a fome, a dor, a doença, a morte prematura... Era-me difícil e apavorante aceitar o tal do Carma e suas conseqüências. Tornei-me adulta e, no meu viajar terreno, sofri e chorei muito, desejando até nunca ter crescido, apesar da infância trazida no cabresto por meu pai, dos meus medos por ele alimentados... Comecei a perguntar-me o quanto eu teria sido má para padecer tanto agora?... Sentia que meu fardo era muito pesado e quase insuportável... Conversei muito com o Superior, busquei refúgio na meditação, procurei a Luz para meu entendimento... Foi quando descobri que os fardos não são punições, são situações de aprendizado... Que as dores do corpo ou suas mutilações são para desenvolver a capacidade de resignação, bem como as mágoas... que o suportá-las com galhardia é sinal de evolução interior, espiritual... Que a revolta representa estagnação, não evolução... Que o sofrimento na vida terrena foi muitas vezes, antes da encarnação da alma, escolhido pela própria alma, consciente já da sua deficiência, de seu ponto fraco a precisar ser fortalecido... Que na realidade, não nascemos para sofrer, mas para saber passar pelo que seria nosso sofrimento com tal compreensão, que a dor desaparece como por encanto, significando assim que rapidamente já aprendemos o que viemos aprender. Sem lamentos, uis ou ais seremos sempre felizes e mais rapidamente ascenderemos ao Superior...
Escrito por Marisa de Mello às 12h31
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Da amiga Arethuza
Aquecimento global A Terra nos acolheu quando nascemos. O planeta que viu nascer nossos antepassados deverá ver também a chegada de nossos descendentes. Muito tempo depois que deixarmos o solo desta Terra, o sol vai aquecer os homens do futuro que viverão aqui. E que mundo teremos deixado para a geração do amanhã? Não costumamos pensar na generosidade da Terra que nos recebeu, ofertando frutos e flores, sombra e água. Ao contrário, ao longo dos séculos, encharcamos o solo com substâncias corrosivas, reviramos a terra em busca de riquezas, matamos árvores, contaminamos águas, desperdiçamos recursos, poluímos o ar. Enfim, seguimos esquecidos de que os recursos naturais precisam de renovação e cuidado. O descuido de milênios então, afinal, surgiu. Hoje, os resultados estão bem à nossa frente: chuva ácida, rios que se tornaram quase sólidos, montanhas de lixo. Animais e plantas que morrem, que se extinguem como se fossem bolhas que simplesmente estouram no ar. Nosso planeta agoniza, sufocado pela nossa displicência. Podemos de fato fazer algo? Que atitude tomar? Acredite: todos nós podemos, sim, retribuir a generosidade dessa Terra que nutre seus filhos. Hoje é dia de um novo começo, dia de amar mais a Terra, a natureza. Olhe por alguns momentos para o céu claro. Pense no ar limpo que entra em seus pulmões. E em homenagem a tudo isso, deixe o carro em casa... Por um dia que seja. Por um instante apenas, lembre-se das flores que brotam em janelas e sacadas. Flores selvagens, urbanas, flores em rosa, vermelho, laranja, branco e amarelo. Recorde desse perfume e beleza. E retribua, evitando o desperdício que se torna a montanha de lixo que soterra as flores. Agora, tenha em mente os regatos claros, as correntes de água, os rios imensos, o oceano formidável. Pense em cada copo de água fresca que sacia a sede e faça um gesto de gratidão: economize água sempre que puder. Nesses pequenos gestos do cotidiano é que conseguiremos reverter o quadro dos dias atuais. Aos poucos, seremos obrigados - pelo próprio instinto de sobrevivência - a cuidar mais do mundo em que vivemos. E, se o homem firmar esse compromisso consigo mesmo, quem sabe, um dia, novamente haverá ar puro, céu azul, água limpa e um lugar adorável para se viver. Mas não se engane. Tudo isso depende - e muito - de você. Dos gestos de responsabilidade ambiental que você tomar, dos exemplos que der, da educação que oferecer aos seus filhos. Esse é um tempo de escolhas, de decisões. Pense nisso. E, um dia, quando seus olhos físicos tiverem se fechado neste mundo - mesmo que os homens não mais se lembrem que você viveu aqui, sua memória estará viva na brisa que agita as folhas, nas correntes de água. Os perfumes e as cores da Terra lembrarão de você e de seus gestos de amor. * * * Depende de cada um de nós a Terra do amanhã. Tanto moral quanto fisicamente. Nós partiremos, em alguns anos. Mas, haveremos de retornar a este mundo, outras vezes, em outras épocas, em novos corpos. Que desejamos encontrar, em nosso retorno? Pensemos nisso, agora!
Escrito por Marisa de Mello às 12h29
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O Prisioneiro e o Pássaro (único e último gesto) Silvia Schmidt BASEADO EM UM FATO Um prisioneiro condenado à morte mantinha em sua escura cela um pequeno pássaro, dentro de uma gaiola. Por se tratar de um criminoso de alta periculosidade, não lhe era permitido sair da cela. Aquela avezinha foi sua única companhia por longo tempo. Ele sabia que já estava amanhecendo quando ela se punha a emitir pequenos e curtos sons. Sabia quando o sol já ia alto ao ouvir seus alegres e longos trinados enquanto saltitava na gaiola. Quando ela se aquietava um pouco, escondendo a cabeça embaixo de uma das asas, ele pensava: "já estamos quase no meio da tarde". Algum tempinho depois ela abria as asas e as movimentava com muita rapidez, como que a espreguiçar-se. Em seguida, alimentava-se e logo punha-se a cantar bem alto e lindamente. Nesses momentos ele descobria que a noite já estava se aproximando, que mais um dia estava chegando ao fim e que estava um dia mais próximo de fechar os olhos para sempre. Assim começava e terminava cada dia do prisioneiro. Certa manhã ele ouviu passos firmes no corredor e sentiu que chegara a data marcada para sua execução. Foi-lhe perguntado se tinha um último desejo, ao que respondeu: "quero ir para o pátio, levando a gaiola com o passarinho". Atendido, foi levado ao pátio e, ante os olhares curiosos de todos os presentes, ele abriu a porta da gaiola e disse ao pássaro: "Vá conhecer de perto o que por tanto tempo eu lhe neguei". A ave saiu e logo ganhou o imenso espaço azul, e voou tão alto a ponto de não mais ser vista por seus observadores. Levado à sala de execução, poucos minutos depois o prisioneiro estava morto, e em seu rosto via-se uma expressão de êxtase e de paz. Seus lábios pareciam sorrir. Quando seus retidos pertences foram entregues à família, no bolso de sua camisa foi encontrado um cartão que mostrava a imagem de um Anjo, e atrás viam-se as palavras: "Sou seu Anjo Guardião. Em toda e qualquer situação estarei todo o tempo com você.
Apenas esperarei que você um dia compreenda a Força de um Gesto de Amor, nem que seja ele o único e último de sua vida.
Nesse dia, onde quer que você esteja, como quer que você esteja, apenas olhe para o imenso azul do céu, com a certeza de que lá está Deus sempre pronto para dar-lhe mais uma chance.
Lá também estarei eu a esperar por você.
Você reconhecerá a hora de mandar-me na frente ".
SILVIA SCHMIDT
Escrito por Marisa de Mello às 12h28
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A COMPAIXÃO INDISPENSÁVEL Redação do Momento Espírita A busca pelo bem-estar é inerente à natureza humana.
O desejo do homem de livrar-se do sofrimento propiciou notáveis descobertas em todos os setores do conhecimento. Analgésicos e anestésicos podem ser citados como conquistas humanas na procura de bem-estar. Ar condicionado, colchões ortopédicos e mesmo a singela água encanada também compõem o espectro de invenções destinadas a tornar a vida confortável. Na busca de conforto e tranqüilidade, um dia o homem voltará sua atenção para os problemas morais que a sociedade enfrenta. Então compreenderá que o egoísmo é a causa de todas as desgraças sociais. Ele é que permite a um homem investir sobre o patrimônio, a honra e a vida de outro, qual uma fera selvagem. O egoísmo é a matriz de todos os vícios. Quando ele for combatido, todos os seus desdobramentos, como vaidade, ganância, maledicência e corrupção, perderão a força. A disseminação das idéias espíritas é um poderoso elemento de combate ao egoísmo. O Espiritismo deixa claro que todo vício gera dor e que a Lei de Causa e Efeito rege a vida. Todo mal feito ao semelhante é uma semeadura de dor no próprio caminho. Quem quer ser feliz deve tratar o próximo com todo o respeito e generosidade com que desejaria ser tratado. A vinculação da própria felicidade à felicidade que se proporciona torna evidente o quanto é tolo ser egoísta. Ao buscar seu interesse, em detrimento ao do próximo, o egoísta apenas se candidata a vivenciar grandes dores. Ao se conscientizar da inexorabilidade da Lei de Causa e Efeito, a Humanidade reverá seus valores e prioridades. Entretanto, é preciso reconhecer que uma idéia nem sempre é fácil de ser posta em prática. Provavelmente você já se conscientizou de que a Justiça Divina é infalível. Mas ainda titubeia em sua caminhada e por vezes comete leviandades em prejuízo do próximo. Uma boa tática de renovação moral é parar de apenas pensar e começar a sentir. Raciocinar é necessário, mas amar é imprescindível. O melhor caminho para o genuíno amor fraterno é a compaixão. Compaixão é a tristeza que se sente com a infelicidade alheia. Mas também é o desejo de livrar o próximo do sofrimento. Para desenvolver esse nobre sentimento, deixe de fugir ao espetáculo das misérias humanas. Permita-se conviver com os doentes e os viciados do corpo e da alma, conforme fez o Cristo. Faça-se companheiro e amigo de idosos e enfermos. Visite asilos, orfanatos, hospitais e presídios. A título de preservar sua paz, não cultive a indiferença. Deixe que seu coração se enterneça com a dor alheia. A compaixão impede que um homem siga satisfeito em meio à tragédia que devasta a vida do outro. Ela possui um certo encanto melancólico, pois nasce ao lado da dor e da desolação. Contudo, constitui a mais eficiente forma de cura das ilusões e paixões humanas. A compaixão desperta as fibras mais íntimas da alma e a prepara para as experiências sublimes do devotamento e da caridade. Não receie sofrer ao se tornar compassivo. Ao avançar nesse caminho, você logo se tomará do ideal de aliviar a dor do semelhante e começará a agir. Então, a tristeza inicial se converterá no júbilo de quem amorosamente socorre e ampara os desprotegidos do Mundo. A alegria de ser útil e bondoso iluminará sua vida e o acompanhará pela eternidade. Pense nisso. Redação do Momento Espírita. * * * FRATERNIDADE... SOLIDARIEDADE Marcial Salaverry Quando o ser humano, aprender a ser humano, quando se conscientizar e descobrir que para encontrar os verdadeiros tesouros da vida, precisa buscá-los em nosso interior, e à vida der o devido valor, poderá sua vida melhorar... Então, aprendendo a cultivar a Solidariedade e a Fraternidade, e bem se conscientizar de que será apenas assim, que a humanidade, enfim, poderá viver com humanidade, poderá atingir a tal da felicidade... * * * O SER COMPASSIVO Eri Paiva O apiedar-se do outro em sua dor, Em sua desventura ou desgraça É sinal de que um coração foi tocado! Persistindo-se incomodado, Rende-se àquela causa e abraça De forma destemida e com ardor Transformando o que era piedade Em gestos concretos de amor! O amor em sua potência máxima É a caridade acontecendo! Prepara-lhe A compaixão...Sublime devotamento De quem busca fazer o impossivel Para aliviar em alguém um sofrimento Que lhe consome não só as forças físicas, Mas também a esperança de sua alma E o necessário entusiasmo pela vida! O Ser compassivo tem presente O firme propósito ou determinação De livrar, libertar quem está em aflição... Seja pobre, vagabundo ou estrangeiro, Seja um iletrado, quem sabe um decano! A todos fará o bem sem olhar a quem Estendendo, igualmente, a sua mão Como fez tão bem, o Bom Samaritano!
Escrito por Marisa de Mello às 12h21
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TANTO TEMPO SEM ELA Belvedere Bruno Minhas mais remotas lembranças me levam a ela: minha avó da cozinha. Tive duas avós que marcaram minha vida: a da sala e a da cozinha. A da cozinha era mãe da avó da sala. Um dia, isso me foi explicado. Não entendia a razão dos limites impostos a ela. Seu espaço se restringia à cozinha, ficando o resto da casa para a família imensa. A avó da sala era bonita, falante e autoritária. A da cozinha, pequena, franzina e com uma energia surpreendente. Cuidava de tudo, pois tarefa especial para ela era manter netos e bisnetos bem acarinhados em matéria de comidas e cuidados pessoais. Figura ímpar. Diria que nada a ofendia, nem a humilhava. Exemplo igual, só mesmo em algumas passagens do evangelho. Muitos fatos passam pela minha mente como se fossem filmes... Ela colocando o porco entre as pernas e fazendo o "sacrifício", sob os gritos de pavor da garotada. No fim, diante do prato feito e gostoso, todos esqueciam a cena e se lambuzavam nas iguarias. Enchia-me de alegria quando a via ralando coco, porque sabia que dali sairia coisa boa. Era lindo observar o coco ralado caindo no panelão. Pareciam lascas de neve. E eu ria quando, nos raros momentos de descanso, ela sentava no quintal com o seu cachimbo. Perguntava-me o que de bom havia naquilo, pois o cheiro era ruim de matar. Mas era tão pouco o que ela necessitava em termos de distração: um cachimbo e nada mais! Na minha visão infantil, ela nunca dormia. Quando eu subia para dormir, ela ainda estava na cozinha. Quando eu descia cedinho para o café, ela já estava colocando a mesa. Eu matutava: bisa nunca dorme! Costumava passar a mão na sua face enrugadinha e dizia: - Bisa, como teu rosto é bordado! Procurada como rezadeira, certamente curou muitos males através da bondade genuína que colocava naquele ato. Vinha gente lá das lonjuras, e ela rezava, movimentando galhos de arruda. E agora, rememorando, ainda sinto aquele cheirinho, que prova como os aromas marcam nossa vida. E ela viveu até os noventa e quatro anos,sempre conversando com os bichos e as plantas, seus amigos mais constantes. Julgava-a imortal na minha inocência. Essa noite sonhei com ela. Estava na sala, entre nós, e usava aquele vestidinho de sempre, com estampa miúda. Só não era de chita. Dentro do sonho, eu o transformei em crepe. Aproximei-me dela, levando uma bandeja com um copo de laranjada e biscoitos amanteigados. Ela sorriu e disse: Obrigada, Deda! (uma mistura de Ynêyda eu e Yêda, uma jovem neta, prematuramente levada para outras dimensões e que, de alguma forma, eu perpetuava através do "Deda"). Ofereceu-me um botão de rosa e se foi. Saudade dela! O tempo não anda dentro da nossa memória. * * * LEMBRANDO VOVÓ E VOVÔ... Marcial Salaverry Recordar é viver... Como é gostoso esse reviver, através das lembranças de um passado tão querido, tão amado... Suas reminiscências tão queridas, de pessoas no tempo perdidas... Enlevados, ouviamos suas histórias, bebiamos sua sabedoria, ouvindo sua doce voz até dormirmos... Agora, resta a saudade de toda aquela felicidade... Daqueles doces momentos, e como são lindos os sentimentos, não soam como lamentos, pois são lembranças felizes e amadas, que serão sempre guardadas, dentro de um saudoso coração... * * * TANTO TEMPO SEM ELA Kedma O'liver Ainda sinto teu cheiro Recordo a tua imagem Sei o tom de tua voz Lembro tuas mensagens Recordo tuas broncas Também os teus carinhos O modo como abrigava A todos dentro do "ninho" Sinto falta e até hoje choro Ao saber que não mais verei Teu braço a me acolher Mas nada pode mudar O amor que tenho por ti. Mãe, não vou te esquecer! (homenagem a minha mãe que faz aniversário este mês) * * * TANTO TEMPO SEM ELA Clara da Costa Tanto tempo sem ela, minha avó paterna, Clara Cunha da Costa, vó Clarinha! Mulher guerreira, sempre jovial, sábia, divertida, alegre... de bem com a vida. Passou por muitos obstáculos na sua vida, mas nunca abandonava seu otimismo e e sua fé. Aos 95 anos, dançava, cozinhava, cuidava da casa, com aquele sorriso sempre estampado no rosto. Nunca a vi queixar-se de doenças ou lamentar-se de alguma coisa. Na minha infância e adolescência, passava horas com ela ouvindo suas histórias, me encantando, cada vez mais com essa mulher, que para mim foi um exemplo de vida. Numa tarde ensolarada de setembro, sorrindo, disse que ia "tirar uma soneca". Não acordou mais... Viajou para outra dimensão, com o olhar sereno, de quem soube viver a vida, transmitindo paz e alegria aos que estavam à sua volta. Saudade... muita saudade mesmo, vó Clarinha! * * *
Escrito por Marisa de Mello às 12h18
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VIDA Esther Ribeiro Gomes Por que buscar vida em Marte, se a vida está aqui e ninguém cuida dela? Indagou o poeta Vanza e concordo com ele... O homem é um eterno insatisfeito... Busca vida em outros planetas, enquanto aqui na terra faz a guerra! Desmata sem dó nossas florestas, polui o ambiente que respiramos e não cuida de tanta gente carente! Em vez de melhorar nosso planeta, sai em busca de outras vidas, gasta bilhões em pesquisas, enquanto tantos passam fome! Deus deve estar triste com o homem! Que será das futuras gerações? Temos que cuidar da vida na terra, para um mundo melhor lhes deixar... Deixem Marte brilhar no espaço e a lua encantar os namorados... Buscar igualdade e união, trará paz ao nosso coração! * * * VIVENDO A VIDA Clara da Costa Maravilhoso é viver! Viver cada dia como se fosse o último, agradecendo esse presente que ELE nos dá que é o nosso presente, o agora, o hoje. O ontem passou e o amanhã, pertence a ELE. Vivendo a vida, nos emocionado com o que a natureza nos oferece, sentindo a presença Dele, em cada partícula de vida sem nunca deixar de sonhar e sorrir, mesmo que em nossa estrada encontremos pedras que nos farão tropeçar. Cada tropeço, é uma experiência, que devemos aproveitar para acertarmos o passo e, aprender. Não devemos lamentar nada e, ao longo dessa estrada da vida. o sorriso, a fé e a esperança, não devem nunca nos abandonar, porque tudo passa, menos a certeza e a vontade de viver e ser feliz. * * * A VIDA É LINDA Eri Paiva A vida é um presente divino Que Deus a todos concede, Dizê-la ou senti-la linda, Depende de como cada um Em sua visão a concebe. A vida é de certo linda, Tem seus encantos e beleza, Traz todas as possibilidades De felicidade e grandeza! Quem dela usufruir Com vontade e gratidão, Pondo amor no seu agir Em favor de si e do irmão, Vai sempre perceber a vida Como bela, como linda, Dentro do seu coração. Em 13.08.2008 * * * A POESIA DA VIDA Marcial Salaverry Desde a concepção, não existe explicação para o milagre da existência, e disso precisamos ter consciência... Desde a nossa fecundação, toda nossa formação, quando começa a ter vida o coração, não carece de explicação... Basta saber que nascemos, crescemos, vivemos e morremos... Sempre resta a dúvida, sobre como se origina a vida... Existe entre o óvulo e o esperma, a mágica junção, mas isso não explica nosso desenvolvimento, e consequente formação... E o cérebro? Sempre sem total conhecimento, misterioso, dando-nos alegria e padecimento... A vida... para que tentar explicá-la? Vamos apenas vivê-la, gozá-la, e bem aproveitá-la, enquanto estivermos nesta passagem, pois depois seguiremos em outra viagem, da qual ninguém voltou para contar como foi... Deve ser um lugar muito bonito... Quando eu for, tentarei contar... * * * A DÁDIVA DA VIDA Humberto Rodrigues Neto Vinte e três bilhões de almas lá no além, em nada calmas, suplicam nova descida... Mas seis bilhões de encarnados a Deus não louvam (coitados!) terem sido aquinhoados pela dádiva da vida! * * *
Escrito por Marisa de Mello às 12h18
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A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos. Charles Chaplin
Escrito por Marisa de Mello às 12h17
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COMPETÊNCIA AFETIVA RECEITAS PARA DULCIFICAR O CORAÇÃO Vitor Ronaldo Costa O peregrino de Nazaré, em sua sabedoria cósmica, sugeria o amor ao próximo como a si mesmo, pois seria impossível alguém transferir para os outros o amor inexistente em seu próprio eu interior. O auto-conhecimento amplia a visão humanística do ser, e o auxilia a promover o completo desabrochar das virtudes essenciais, virtudes que permitem vivenciar o amor incondicional, pela simples alegria de servir, em qualquer circunstância, aos semelhantes.
Escrito por Marisa de Mello às 12h13
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COMPETÊNCIA AFETIVA RECEITAS PARA DULCIFICAR O CORAÇÃO Vitor Ronaldo Costa O ato de ajudar através de esmolas e doações, em princípio, reflete a generosidade que deve animar as criaturas. Não se pode desprezar a ajuda de quem resolve despojar-se daquilo que não precisa e doá-lo ao mais carente. Tal gesto não deixa de ser meritório, na medida em que vai mitigar a fome ou agasalhar a quem passe frio. Todavia, o aspecto sublime do óbolo espontâneo envolve sutil detalhe, pois de acordo com as referências evangélicas, a verdadeira caridade deve ser praticada na ausência de qualquer laivo de vaidade e ostentação.
Escrito por Marisa de Mello às 12h13
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Isaac Newton Virtude sem caridade não passa de nome. Dez mil dificuldades não constituem uma dúvida. Se eu vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigantes. Se fiz descobertas valiosas, foi mais por ter paciência do que qualquer outro talento. O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano. Nenhuma grande descoberta foi feita jamais sem um palpite ousado. Construímos muros demais e pontes de menos. Não sei como pareço aos olhos do mundo, mas eu mesmo vejo-me como um pobre garoto que brincava na praia e se divertia em encontrar uma pedrinha mais lisa uma vez por outra, ou uma concha mais bonita do que de costume, enquanto o grande oceano da verdade se estendia totalmente inexplorado diante de mim.
Escrito por Marisa de Mello às 12h11
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