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BRASIL, Sudeste, SAO BERNARDO DO CAMPO, RUDGE RAMOS, Mulher, de 36 a 45 anos, Portuguese, Psicóloga Clinica
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Terapia do Ser


COLHENDO PEDRAS (1)
Para o Espírito não existe velhice nem desgaste. É sempre novo, porque nele tudo se renova. Suas possibilidades se revigoram na experiência, desdobrando-se em novas capacidade.
Ninguém se faz velho por ter vivido um determinado número de anos (só o corpo). Há envelhecimento, quando há desânimo, quando se volta as costas para os ideais. Os anos enrugam a pele mas o abandono do entusiasmo faz rugas na alma. A dúvida, a falta de confiança em si próprio, o temor e a desesperação, são os largos, larguíssimos anos, que fazem inclinar a cabeça e submergir o Espírito.
És tão jovem como a tua fé, e tão velho como a tua dúvida; tão jovem como a confiança em ti mesmo, e tão velho como o temor; tão jovem como tua esperança e tão velho como desesperação.
Hoje somos aquilo que fizemos ontem. Portanto acreditemos, amanhã será aquilo que fizermos hoje. Então façamos o melhor.
Na vida tudo recomeça! O dia, a noite, as estações, as marés e vazantes. Mas a natureza é cíclica e repetitiva. Nós, não. Nós podemos recomeçar sempre em nível melhor, com a experiência passada.
Sempre que uma pessoa passa por uma forte experiência de perda ou enfermidade, vê-se defronte um convite de recomeço; uma necessidade urgente de correção ou de readaptação. E pode recomeçar melhor! Seja um novo lar, uma vida nova, um novo emprego, uma nova atividade, uma transformação de hábitos, em prol da saúde — se invoca Deus com fé. Ele lhe infunde poder, descortino e decisão para reconstruir sua vida.
Considera-se fé a confiança que se deposita na realização de determinada coisa, a certeza de atingir um objetivo. Assim, ela confere uma espécie de lucidez, que faz antever pelo pensamento os fins que se têm em vista e os meios de atingi-los, de maneira que aquele que a possui avança, por assim dizer, infalivelmente.
A fé sincera e verdadeira é sempre calma. Confere a paciência que sabe esperar, porque estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao fim.
Pela fé o ser humano pode revelar valores desconhecidos dele próprio e canaliza-los de modo muito proveitoso à sua alma.
A fé racional e a esperança nos sustentarão.
Recomece melhor! Descubra os seus dons!
A nossa vida diária se constrói com tijolos de pensamentos, emoções, reações, palavras, e experiências! Somos todos construtores! Conforme a qualidade de nossa vida e de nossos propósitos, assim é a construção e aprimoramento de nossa consciência ou a sua degeneração...
Nossa consciência é formada e reformulada diariamente com a nossa vida.
Tal como construímos e mantemos nossos lares; assim como organizamos e levamos avante nossos negócios — com maior ou menor empenho e zelo — assim também com nossa consciência, que reflete em nossa alma e em nossa felicidade.
Pelo conhecimento e prática sincera da verdade estamos aprendendo a manejar sabiamente a nossa vida. Escolher, manter e aprimorar pensamentos retos; evitar emoções negativas e cultivar sentimentos nobres; tomar consciência de nossas palavras e atitudes; agir sensatamente — por certo assegurará uma rica consciência, que nos abençoará profusamente com progresso interno e externo. É claro que isto pressupõe aspiração, que as pessoas de íntimo elevado alimentam. E também disciplina, que bem mostra nossas convicções. O certo é que, desse modo, conquistamos o respeito dos homens e as bênçãos de Deus.
Por que haveremos de viver vulgarmente, cedendo às inclinações da personalidade, por negligência, ausência de ideal ou preguiça?
Podemos dizer que a nossa vida e semelhante a uma caravana que caminhava no deserto penosamente num terreno árido, poeirento. As pessoas que a compunham tinham uma fé absoluta no guia e, confiadamente, entregavam a ele todas as decisões. Gostavam de o fazer, sobretudo quando, devido ao intenso calor do sol, ele decidia que viajassem de noite, reservando o dia para dormir.
Certa noite, após uma jornada particularmente esgotante, o guia, de repente, exclamou:
Alto! Deter-nos-emos aqui por alguns momentos. Como vêem, atravessamos, neste momento, um terreno invulgarmente pedregoso. Quero que se abaixem e apanhem todas as pedras que consigam alcançar. Talvez consigam encher as bolsas e levá-las assim cheias para casa. Temos que fazer isso depressa! — Prosseguiu, batendo as palmas — temos apenas cinco minutos; depois disso, retomaremos a marcha.
Os viajantes, que apenas desejavam um prolongado descanso e um sono repousante, pensaram que o guia tinha enlouquecido.
— Pedras?! — Disseram eles — Quem pensa ele que somos nós?
Somente alguns fizeram o que o guia sugerira: puseram nas bolsas uns quantos punhados de pedras soltas.
— Bem, agora chega! — Disse o guia — Temos que andar de novo!
Enquanto continuavam a difícil caminhada, durante o resto da noite, todos se encontravam demasiado cansados para se darem ao incomodo de falar. Mas todos continuavam a perguntar a si mesmos o que poderiam significar as estranhas ordens daquele guia.
Quando o sol se levantou no horizonte, a caravana deteve-se de novo. Todos armaram as suas tendas. Os poucos viajantes que tinham apanhado as referidas pedras puderam vê-las detidamente pela primeira vez. Assombrados, começaram a gritar:
Santo Deus! Todas elas são de cores diferentes! E como brilham! Realmente são pedras preciosas!
Mas esta sensação de júbilo depressa deu lugar a outra de depressão e abatimento:
— Por que não tivemos o bom senso de seguir as ordens do guia? Se assim fosse, teríamos apanhado o maior número de pedras possível!
A viagem da vida e semelhante a esta história, muitas vezes caminhamos por terrenos áridos, outras vezes encontramos um oásis, outras caminhamos por terrenos pedregosos, mas tudo isso é para que consigamos a perfeição.
As vezes, não compreendemos o motivo dessas dificuldades, e praguejamos contra Deus e contra tudo, mas mesmo assim, temos que continuar caminhando, nesse trajeto muitos não se revoltam, mas procuram tirar bom proveito dessa situação, tem esperanças de um dia melhor e, aproveitam para aprender com essas dificuldades, começam a conhecer e, suas mentes clareiam, com isso a fé se robustece, e os problemas agora não mais os fazem sofrer. Começam a compreender seus semelhantes, sentem agora necessidade de ajudá-los e, fazem de tudo para os ensinar e facilitar sua caminhada.
Sempre teremos que andar com esforço próprio, de vez em quando encontraremos um cireneu que nos dará uma ajuda, assim como, também nós, ajudaremos outros. Mas o mérito está em conseguir chegar lá no apogeu com esforço próprio. E todos nós estamos juntos nessa caminhada. Podemos fazer esta viajem de uma maneira alegre, nos dando as mãos e apoiando-nos mutuamente.
Temos as lições e os exemplos de Jesus por nosso guia e as pedras no caminho serão jóias quando a olharmos detidamente. Assim, não podemos dispensá-las. Temos que ter fé. Apanhá-las, e guardá-las com carinho. Porque a vida será o buril que as farão brilhar com todo o vigor tal qual o diamante.
Podemos pedir a Deus nosso Pai, forças para superar os percalços que encontramos no caminho.
Vamos abrir a sacola, vamos ver as pedras que colhemos, isto é, se confiamos no nosso guia e as pegamos, com certeza a caminhada valeu a pena, caso contrário, não desanimemos, pois o amanhã será mais uma oportunidade que Deus nos oferece para aproveitarmos e conseguirmos também chegar ao objetivo... colhendo as pedras preciosas.

(Texto adaptado por E. Mollo através de uma mensagem esparsa)
* * *
--------------------
(1) Por falar em colher pedras, leia esta importante entrevista com a gaúcha Debora Noal, que um dia botou nas costas uma mochila e partiu para uma missão pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) (http://www.msf.org.br/):
"MINHAS RAÍZES SÃO AÉREAS"
por Eliane Brum na Revista Época
Debora Noal



Escrito por Marisa de Mello às 13h55
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SAUDADE É O AMOR QUE FICA!

Rogério Brandão
(Médico oncologista clinico)

http://www.bancodesaude.com.br/user/4209/blog/saudadee-amor-que-fica

 

Médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional, com toda vivencia e experiência que o exercício da medicina nos traz, posso afirmar que cresci e me modifiquei com os dramas vivenciados pelos meus pacientes.
Dizem que a dor é quem ensina a gemer.

Não conhecemos nossa verdadeira dimensão, até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além. Descobrimos uma força mágica que nos ergue, nos anima, e não raro, nos descobrimos confortando aqueles que vieram para nos confortar.

Um dia, um anjo passou por mim...

No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil. Tinha, e tenho ainda hoje, um carinho muito grande por crianças. Elas nos enternecem e nos surpreendem como suas maneiras simples e diretas de ver o mundo, sem meias verdades.

Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses". Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem dosado. É este sentimento que nos impulsiona, que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além. Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e prepotência, o que não é bom. Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe e entendemos que não somos deuses. Somos forçados a reconhecer nossos limites!

Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria. Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer.

Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim.

Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada porém por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.

Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação. Ela entregava o bracinho à enfermeira, e com uma lágrima nos olhos dizia: faça tia, é preciso para eu ficar boa.

Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.

Meu anjo respondeu:

- Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!

Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:

- E o que morte representa para você, minha querida?

- Olha tio, quando agente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?

(Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)

- É isso mesmo, e então?

- Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?

- É isso mesmo querida, você é muito esperta!

- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!

Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.

- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.

Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo: - E o que saudade significa para você, minha querida?

- Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!

Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!

Um anjo passou por mim...

Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.

Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas me deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci. Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores.

Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela a quem chamo "meu anjo", que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa.

Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que ensinastes, pela ajuda que me destes.

Que bom que existe saudades! O amor que ficou é eterno.
* * *



Escrito por Marisa de Mello às 13h54
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EM CLIMA NATALINO
FALA O CORAÇÃO
Elio Mollo


Aos meu amigos e irmãos
Neste momento de clima natalino
Onde os nossos corações
Se unem através
de um grande sentimento cristão
Aproveito para abrir o meu coração
Para lhes mostrar
Onde está localizado
o lugar de cada um
dentro da mais nobre emoção.
São anos e anos
que no dia a dia
de ação em ação
foi se firmando
essa grande construção.
Uma agradável amizade
Que podemos dizer
Que é de irmão para irmão.
Onde cada um doa o que tem de bom
com magnifica e positiva disposição
Tornando cada escrito numa excelente lição
Cada um transmite o que sabe
com a naturalidade
de uma sincera exaltação.
E cada um aprende
e se enriquece
para em seguida
exercitar em cada ação.
É dezembro,
mês de fraternidade e união para os cristãos!
Por isso, aproveito
para desejar
a vocês meus amigos irmãos
Um FELIZ NATAL
com o ensino de Jesus praticado e exemplificado
em cada uma de nossas ações.
Desejo também à todos os amigos,
que o ano de 2012
seja repleto de alegria,
prosperidade,
paz e
amor
construindo em cada um
boa cota de evolução.
Que tudo isso se estenda as vossas famílias
Pois se nos tornarmos amigos irmãos
Somos todos parentes
formando uma grande confraternização,
neste imenso Universo
que está em continua movimentação.
Recebam agora
um imenso abraço
Deste vosso aliado irmão
que tem cada amigo
guardado num lugar especial
dentro do coração.
* * *

FELIZ NATAL
E PRÓSPERO 2012


Escrito por Marisa de Mello às 13h52
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NATAL É...
Elio Mollo
01 de dezembro de 2008
Natal é...
dia de fraternidade;
dia de solidariedade;
dia do amor ao próximo;
dia de reflexão íntima;
dia de construção;
dia de paz;
dia de progresso;
dia de dar as mãos;
dia para oferecer um abraço amigo;
um ótimo dia para fazer uma oração.
Natal é...
um dia que tem um significado muito importante;
dia que simboliza o aniversário do Mestre Jesus;
dia daquele que nos legou grandes e bons exemplos,
além do maior e melhor ensino moral de todos os tempos!
Por ser Natal...
dia que lembra o seu natalício,
ofereço ao Mestre Jesus a minha sincera gratidão,
lhe desejando de todo o meu coração:
um Feliz Aniversário.
Feliz Natal para todos(as) os(as) meu queridos(as) amigos(as).
* * *


Escrito por Marisa de Mello às 13h51
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DESEJO A TODOS UM NATAL POR DIA
Sandra Lúcia Ceccon Perazzo

Desejo que o Natal possa trazer em cada coração o sentido verdadeiro dessa festa.
Por isso, desejo um Natal por dia na vida de cada um de nós!
Desejo que a cada dia, possamos nascer, renascer para o amor, renovando sentimentos, pensamentos, comportamentos.
Desejo que recebamos e doemos a paz que tanto almejamos, compreendendo que o caminho para isso é de dentro para fora.
Desejo que entendamos a necessidade da paciência, que é a ciência da paz.
Só com paciência, com o auto-perdão e com a misericórdia, teremos paz.
Vamos aceitar o humano que há em nós, aprendendo com os nossos erros, ensinando os nossos acertos para todos da nossa convivência, através do exemplo vivo, sem discursos, sem falatório, como fez o Aniversariante, que veio para nos ensinar, Jesus!
Desejo, igualmente, que os horizontes se abram em nossas voltas e compreendamos a necessidade de sair
do individual para o coletivo.
Desejo que a nossa percepção esteja sempre aguçada para percebermos o outro,
não só na aparência, mas no seu interior, e, em percebendo, possamos dar a ele o que for necessário,
pois na maioria das vezes o que o outro necessita está ao nosso alcance,
que é o apoio, o sorriso amigo, o toque de um carinho, o olhar de meiguice, o cuidado, o aperto de mão, a compreensão, o não julgamento, que é tudo aquilo que sabemos muito bem o que é, pois é tudo que queremos receber deles.
Desejo ainda a todos, tudo que cada um deseja e quer para si mesmo, e, se o que cada um deseja para si mesmo não for o suficente, desejo a cada um, todo amor do mundo!
Feliz Natal!


Escrito por Marisa de Mello às 13h51
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QUE BUSCAIS?

JESUS – (João, 1:38)
(Luan Jessan)
Ao aproximar-se o Santo Natal com os seus encantos, com as suas luzes e peculiar magia, ocorreu-me o pensamento de que Jesus, que nos ama desde sempre, realmente prossegue sendo o grande desconhecido da humanidade, conforme grave expressão algures utilizada pelo Espírito Joanna de Angelis.
Ao dizê-lo referia-se a mentora ao fato de que os ensinamentos do Mestre, salvadas as exceções, ainda não ganharam a intimidade das criaturas refletindo-se-lhes na conduta.
Ato contínuo, dando largas ao pensamento lembrei-me de Judas Iscariotes, o apóstolo equivocado em si mesmo que durante três anos consecutivos – seguramente os mais belos que a Terra já viveu – observara maravilhas intraduzíveis em palavras, ocasião em que corpos carnais recobraram a saúde ganhando vida nova, ao tempo em que se renovavam espiritualmente indivíduos dantes emocional, espiritualmente mortos.
Através do relato da mais eloquente história da humanidade sabemos do trágico desfecho da vida do apóstolo de Kerioth. Tal fato deu-se porque hipnotizado, possuído pelos transitórios bens da Terra, sonhando com a coroação de Jesus pelos poderes temporais e imaginando ser dele o futuro tesoureiro, veio a empanar de tal maneira a sua visão espiritual da vida que não conseguiu perceber, sentir, mensurar em toda a sua magnitude a importância do que Jesus dizia e fazia, fatos esses traduzidos pelo harmonioso conjunto de suas líricas expressões e felizes realizações. Faltaram-lhe ouvidos de ouvir e olhos de ver - de ver e ouvir além das mesquinharias terrenas.
Reflitamos. Não é o que, em termos, vem ainda ocorrendo em larga escala? Quantos cristãos visitam diariamente os diversos templos da cristandade em busca de favores imediatos, sonhando com fortunas de ocasião, plenamente esquecidos da cura da própria alma que sequer identificam como carente, como enferma?
Vive-se desassossegadamente um tempo que passa pleno de correrias e de quimeras, olvidando-se as horas futuras que clamarão pelas iniludíveis necessidades do Espírito ora grandemente desconsiderado em seus valores essenciais.
Incompreensivelmente parece haver uma hipnótica desatenção para com as Palavras do Cordeiro de Deus por expressiva parcela dos indivíduos que fornece a impressão de não querer entendê-las devidamente, ocupados que andam a sonhar com os regalos materiais que imaginam auferir ao buscar a Sua companhia, semelhantemente ao que outrora ocorreu ao Seu inditoso companheiro, hoje redimido.
- Que buscais? – disse o Amigo da humanidade voltando-se para os que pareciam segui-Lo de perto, num daqueles heróicos dias do cristianismo nascente... Ali estavam - Ele bem o sabia - as criaturas sinceras, desejosas de Deus, igualmente lá se encontrando os inebriados pelo poder político; os sôfregos pelo ouro perecível da Terra; os ébrios pelos gozos prolongados, além dos curiosos e indiferentes, e outros mais...
Que os brandos, mágicos sinos do Natal, cujo badalar têm o condão de acordar criaturas para a Vida, possam ainda despertar-nos da demorada letargia do espírito, sensibilizando-o para os elevados propósitos da existência, os únicos capazes de verdadeiramente nos plenificar fazendo-nos felizes.
- Que buscais? - Ei-Lo, confiante, vinte séculos empós novamente a perguntar-nos com a Sua voz maviosa traduzida pela ternura das canções natalinas, cujo tom melancólico reacende-nos a esperança, nestes decisivos dias do espírito. Dias estes em que, lamentavelmente, pela cristalizada indiferença dos homens, de modo análogo volta a história a repetir-se.
* * *


Escrito por Marisa de Mello às 13h50
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QUADRINHAS
Regina Coeli

Ao ouvir o garnizé,
senti chegado o Natal
com o Cristo bem de pé
no meio do meu quintal.

À volta a natureza
entoava sem igual
hinos de pura beleza
que chegado era o Natal.

Acordavam os passarinhos
por entre as folhas cantavam;
e os rebentos, nos seus ninhos,
sentindo o Natal, piavam.

A brisa levava ao ar
notas pintadas de flores
em um cântico a espalhar
o Natal em mil olores.

No alto a lua a se encantar
fez do luar passarela
onde o Natal a raiar
raiava no brilho dela.

E todos deram-se as mãos
na emoção celestial
de que a Vida é mãe de irmãos
renascidos no Natal!

* * *

 



Escrito por Marisa de Mello às 13h50
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A NOSSA ESCRITA
E A NOSSA RESPONSABILIDADE...
Sandra Galante.
Ao escrever temos uma real responsabilidade
O escritor de caneta na mão,
Pode enaltecer, ou jogar alguém ao chão
Tal o seu grande poder de persuasão...
Portanto, tomemos o devido cuidado
Sejam nos poemas, sonetos, crônicas ou pensamentos
A nossa escrita segue viva com os nossos sentimentos
Que poderão fazer bem a quem lê ou ser um tormento...
Podemos colocar expressões puras de momentos vividos
Ou a fantasia de simples sonhos idealizados...
Mas sempre lembrando que tudo que pensamos é plasmado
E um dia pela nossa escrita seremos responsabilizados.
* * *


Escrito por Marisa de Mello às 13h49
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NOSSAS RUAS
Nídia Vargas Potsch

Trilhas que ninguém vê
escondidas no recôndito do ser,
de cada um de nós...
Atravessam pensamentos,
serram lembranças ao meio,
tornando-as farrapos de recordações
costuradas ao acaso do destino...
E porque não há luz aparente,
ou pelo menos não a vemos claramente,
não incide nem na contra-mão,
o interior é solitário em suas andanças.
Mas, um dia qualquer,
a encruzilhada surge, o caminho bifurca
e é a hora das escolhas derradeiras.
Direita, esquerda, seguir em frente,
ou simplesmente atravessar e nada ver?
Fica a nosso critério... discernimento é o principal...
Comanda o livre arbítrio, afinal!



Escrito por Marisa de Mello às 13h48
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FELIZ NATAL
Mercília Rodrigues

Quero abraçar-te, meu irmão amigo,
neste tempo em que o amor é farto
e neste abraço quero estar contigo
e contigo meu amor reparto !
No ar a majestosa presença
do Cristo amado que se fez humano,
para não resvalarmos por engano,
que nos assolam a vã descrença.
É festa d'alma para a humanidade.
Aniversaria o Mestre Jesus...
Em seu ensino há toda claridade,
exemplificou e morreu na cruz,
para resplandecer na eternidade !



Escrito por Marisa de Mello às 13h48
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UM AMOR ENCANTADO
Rogério Miranda
poeta da paz
O rouxinol pousou
para cantar em um galho
na beira de um rio
e se apaixonou
por uma vitória regia
onde nasceu um
romance encantado...
Fadas batizaram
com pétalas sagradas,
gnomos brincaram
de ciranda
beija flores
trocaram as flores de lugar
para fazer um buquê
de pétala pra coroar
a mãe natureza....
Sementes de esperanças
espalharam amor
declaram paz
para quem seguir
a intuição divina...
* * *
A CANÇÃO DO SABIÁ
Marcial Salaverry

...E o sabiá cantava
seu canto apaixonado,
pela rosa azul enamorado,
assim suas lágrimas secando...
Lágrimas, em pólen se transformando,
para que o amor entre o sabiá e a rosa,
que chorava toda dengosa,
para sempre perdurasse,
e esse doce amor jamais acabasse...
E o sabiá, que não sabia,
que a rosa não sabia assobiar,
ficou esperando resposta para seu canto,
mas não esperou que se quebrasse o encanto,
e entoou o proprio contracanto...
E a rosa, sabia que o sabiá sabia assobiar,
e em seu canto, emitiu um canto
apenas ouvido para quem conhece o encanto
que traz o canto do amor...
Assim é esse amor... Assim é um real amor...
Para que palavras, quando os corações
entoam, cada qual em seu canto,
o doce canto do AMOR...


Escrito por Marisa de Mello às 13h47
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NATAL VIRTUAL
Silvia Giovatto (faffi)

Imagine um Natal entre amigos.
Amigos que você ama,
mas que nunca viu...
Imagine um Natal virtual!
Uma telinha rolando,
com nomes e nomes passando,
te desejando
uma noite de amor e paz.
Imagine...
Só imagine!
Rostos sorrindo
Corações pulsando
Mãos querendo se apertar.
Imagine tudo isso do lado de Lá,
do seu computador.
E você do lado de Cá,
querendo romper a tela,
para seus amigos abraçar.

Que Pena, Não dá!
Mas da para digitar,
com os olhos marejados de lágrimas
Feliz Natal!
Meu amigo Virtual!


Escrito por Marisa de Mello às 13h47
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OS PASSOS DO MESTRE
Margaret Pelicano
A passos lentos e decididos,
vem chegando uma nova onda
transplanetária consciência que nos sonda
transmutando o negativo em positivo
borrifando amor sobre os oprimidos!
A semente de solidariedade plantada por Jesus
gerou esta clemência,
compaixão que a muitos acerca,
luz que a todos conduz!
São vibrações de nascimento
chegada do espírito que nos guia,
que Ele visite seu lar, sua família,
e traga a todos muita paz e harmonia!


Escrito por Marisa de Mello às 13h46
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UMA DATA MÁGICA
Marcial Salaverry
Natal, é realmente uma data mágica,
mas nem todos a interpretam como tal,
esquecendo-se do motivo real
de existir o Natal,
a data de um Aniversário muito importante...
Não podemos esquecer de que
é um aniversariante muito especial,
nosso querido Amigão...
Ele só espera de todos, muita compreensão,
muito amor no coração...
Ele nasceu numa manjedoura,
um lugar simples, portanto,
ele não quer luxo,
nem todos só enchendo o bucho...
Ele quer ver o mundo em Paz,
e disso o mundo não é capaz...
Ao invés de festas luxuosas,
presentes, comidas gostosas,
que tal um recolhimento interior?
Presenteie com Amor...
Alivie, de quem sofre, sua dor...
Leve amor, compreensão, solidariedade, carinho,
a quem, se encontra abandonado, sozinho...
Alimente com pão, a quem não tem o que comer...
Quer presentear o aniversariante?
Então ame bastante,
com plena sinceridade,
com muito amor no coração...
Assim, daremos a Ele um presentão...
Vamos faze-lo?
Vamos deixá-Lo feliz?
* * *


Escrito por Marisa de Mello às 13h46
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SOLIDÃO
Sandra Galante

Mesmo em noite enluarada,
Quando exala o perfume da rosa
Em céu repleto de estrelas na madrugada
Tenho que ser muito corajosa,
Pra segurar esta dor no peito...
Lágrimas descem pela face
Silenciosas molham o meu leito
E não há remédio que passe!
Ah! Dolorida solidão que machuca o coração,
Invade-nos sem compaixão
Chega devagarzinho e se instala
É uma dor tão grande que nada se iguala...
É nesse ajuntar de letras desconexas
Que me alio aos versos e as rimas
Na folha branca tão receptiva
Consigo me manter ainda viva...
* * *

A REAL SOLIDÃO
Marcial Salaverry
A real solidão é sentida pela alma,
quando se sente totalmente só,
mesmo tendo uma multidão em volta...
Para saber de verdade,
se é infelicidade
sentir aquele aperto no coração
causado por uma real solidão,
é preciso sentir-se solitário...
É olhar em volta,
e não ter ninguém ao lado,
nem na mesa, nem no leito.
É sentir um grande anseio no teu peito,
ao acordar todo dia sentindo-se infeliz...
É apenas falar para as paredes o que o coração diz...
Apenas falar sozinho para não ficar calado...
Não ter ninguém para lhe escutar,
mesmo que nada lhe vá falar...
Mas que ao menos queira lhe ouvir...
Perde-se até o prazer de comer,
a vontade de viver...
É achar que a vida não tem mais remédio,
nada ter para afugentar o tédio...
Sequer ter paciência para um livro ler,
ou palavras cruzadas resolver...
Não conseguir
nem mesmo a um filme assistir...
É jamais conseguir uma companhia
que lhe tire do marasmo de cada dia...
Ligar o rádio ou a tevê,
ouvir uma musica e logo desligar,
pois não tem com quem dançar...
É não ter sequer alguém com quem compartilhar,
e sequer ter coragem para ir a alguém importunar...
Suas alegrias, sem ninguém para dividir,
e a tristeza de sozinho se sentir...
Sem ânimo para viajar, passear...
É sentir amor, e ter que sufocar...
É precisar de um carinho,
e não ter o caminho
para o conseguir...
É não sentir alegria em viver,
e as belezas do mundo não ver...
É não ter ninguém para preencher esse vazio...
É não querer demonstrar o sofrimento,
que lhe causa tanto tormento...
Tenta parecer forte,
mas acaba querendo melhor sorte...
Essa é a real solidão...
É o sentir-se só em uma multidão...
É ter pessoas ao lado,
e sentir-se desamparado,
só e abandonado...
É o querer desistir da vida,
por não vive-la como deve ser vivida...
* * *


Escrito por Marisa de Mello às 13h45
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